Todos
os olhos
Que
me enxergam, na noite
Vazios
e blindados
Opacos
do escuro
Nem
a lua os ilumina
Nem
a seus corpos marmóreos
Vazios
e blindados
E
sem vida
Todos
bem vestidos
Arranjados
e bebendo vinho
Festando
e comemorando
Entre
papos de bar
Como
manequins de grifes
Como
bonecas Barbies
Vazios
e blindados
Do
frio e da vida
Poucos
são os desgarrados
De
jaquetas rasgadas
Corpos
marcados de pintas desproporcionais
Rostos
com marcas
Que
os tornam mais Pedros
E
menos Jesus
De
olhos blindados
Escuros
e profundos
Óculos
de sol
Escondendo
os cacos
Bebendo
conhaques
Vestindo
G.A.P. querendo ser Prada
Como
Lolitas biscates
Por
um pedaço do pão
Manequins
e robôs
Conversam
em línguas
E em
línguas se entendem
Uns
pretendendo e outros querendo
Ser
o que jamais serão
***
Só Deus sabe o quanto quis ser como estes manequins..... vazio e blindado.
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